Parte 1 Patrocinadores, verbas e patrocínios no Brasil.
Todos são bem-vindos!
Assunto: patrocinadores, verbas e patrocínios no Brasil.
Este relatório de pesquisa trata sobre
patrocinadores, verbas e patrocínios visando destacar as maiores informações de
forma bem resumida no tocante as empresas e setores que patrocinam, o que
patrocinam e com quais valores patrocinam.
Há dois tipos de leitura quando
se busca conhecer quem é o maior patrocinador da cultura brasileira.
A lista individual por empresa, de quem usa lei federal de incentivo, aponta um novo
fenômeno nos últimos anos – companhias privadas assumiram o primeiro
posto: o Banco Itaú S/A em 2018 e a Vale S/A em 2019. Essa posição, com raras
exceções, era, historicamente, ocupada por estatais.
De 2008 a 2014, o único ano em
que a Vale S/A (mesmo quando era conhecida como Vale do Rio Doce) não foi
vice-líder no ranking individual de maior patrocinadora foi em 2013 – nos
demais rivalizou com a Petrobras e chegou a aportar, diretamente, volume
superior a R$ 100 milhões em 2010 e 2011 em projetos culturais. Depois começou
a deixar de ser usada com frequência e chegou ao nível zero em 2018.
Em 2019, surpreendentemente, superou
o Banco Itaú, que havia sido o patrocinador-líder no ano anterior. Apoiou 35
projetos, com investimento de R$ 54 milhões.
A outra forma de se olhar os
números é observando como agem os grandes conglomerados nesse processo. Sob
esse prisma o
maior patrocinador da cultura brasileira, em 2019, foi o grupo Itaú Unibanco.
Utilizou 18 empresas e quase bateu na
marca de R$ 100 milhões aplicados: foram R$ 99 milhões. (ver tabela).
Já a Vale ficou em segundo, mesmo
se valendo de número bem menor de empresas: foram oito, que direcionaram R$ 81
milhões.
Mas vamos analisar o
comportamento dos Grupos mais à frente.
Por ora vamos mostrar o que
apontou a pesquisa das aplicações feitas somente pela Vale S/A em
2019.
Na área de Artes Cênicas, apoiou dois projetos no segmento de Ações de
capacitação e treinamento de pessoal, sendo o maior deles o Movimento Pebas,
programação cultural nas áreas de música, teatro, dança, artes plásticas e
cinema para a população de Parauapebas, município de 200 mil habitantes,
localizado no Sudeste do Estado do Pará, e a quem destinou R$ 1 milhão.
Patrocinou também um projeto de Teatro denominado Ativação Cultural Itaguaí,
nesta cidade fluminense, e o de circulação em cidades do Maranhão da peça João
do Vale, O Musical, aplicando R$ 800 mil com exclusividade.
No campo de Artes Visuais, patrocinou Artes em Cores, no segmento de Ações
educativo-culturais, realizado em cidades do Maranhã e Pará, e a exposição
Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos
Carajás, também no Pará.
Música foi a segunda área mais patrocinada, mas incluiu várias
orquestras, planos anuais de instituições, temporadas de concertos no Theatro
Municipal do Rio e contribuição vultuosa para um projeto próprio: o Vale
Música, a quem destinou R$ 2 milhões.
Patrimônio Histórico foi a área mais beneficiada, mas novamente uma
ação própria recebeu a maior verba: foram destinados R$ 5,6 milhões para o Plano Trienal de Manutenção do centro
Cultural Vale Maranhão 2020-2022. Mas fez também importante contribuição para a
fase 1 de restauros emergenciais, manutenção preventiva e obras emergenciais
para os 90 anos do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a quem destinou R$ 3
milhões.
Em Museus e Memórias, apoiou a nova
sede do Museu Casa do Pontal e o Museu de Arte do Rio, mas reservou para o
plano anual do Memorial Minas Gerais Vale a maior contribuição individual para
um projeto: R$ 6 milhões.
Humanidades teve apenas um beneficiado: o livro de Valor Humanístico denominado
Manifestações Culturais do Brasil, proposto pela LP Arte Soluções Culturais, e
que versa sobre bens registrados pelo IPHAN como Patrimônio Cultural
Brasileiro.
PREFERÊNCIAS – A VALE
definiu os segmentos aos quais dá preferência na hora de receber projetos. São
eles:
Patrimônio Material – Apoio à restauração, conservação e promoção
de bens tombados ou acervos.
Patrimônio Imaterial – Apoio para ações de promoção, difusão e
salvaguarda dos patrimônios que detenham conhecimentos acumulados por gerações,
reconhecimento e valorização das manifestações tradicionais.
Festas e Eventos Culturais – Apoio
a festividades e eventos nos territórios e/ou com temas relevantes voltados à
cultura, que tenham significado para as localidades e permitam o acesso
público.
Formação Musical – Apoio à formação musical que promova o
desenvolvimento humano e a profissionalização voltada à melhoria da qualidade
de vida nas localidades beneficiadas.
Também define em quais Estados os
projetos devem ser realizados, prioritariamente:
Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rio de
Janeiro, conforme consta no site da empresa.
Criou um
formulário para encaminhamento de propostas, que está no endereço http://patrocinio.valeglobalcomm.com/admin
e só aceita receber projeto cuja data de
início seja pelo menos de seis meses após a inscrição.
LEIA TAMBÉM: A Palavra da Vale
Sobre Suas Aplicações em Cultura
GRUPOS – Quando se trata de empresas por grupo o resultado para
busca de maior patrocinador se altera, mas todas utilizam o mesmo “modus
operandi”.
O departamento responsável pela
gestão dos patrocínios “raspa o tacho” para saber com quanto cada subsidiária
pode contribuir com sua renúncia fiscal e forma-se, então, um “budget” único.
Empresas utilizadas
pelo Grupo Itaú e valores aplicados. Fonte Versalic
Mas algumas controladas tem uma
“missão” anual. O Itaú, por exemplo,
utiliza a São
Paulo Alpargatas para patrocinar o Grupo Corpo, MAM e Pinacoteca. A Itauleasing de Arrendamento Mercantil,
a Bienal de São Paulo. A Financeira Itaú CDB é
usada para exposições e orquestras; a Itaú Seguros de Autos e Residência
para musicais e a Itaú Administradora de Consórcios para
prestigiar o Observatório das Favelas.
Já a VALE se vale da Kobrasco, Itabrasco e Hispanobrás para garantir
verba para o Museu Vale, o que a Nibrasco também faz, mas agrega o Instituto
Moinho Cultural. A Salobo Metais fica com a Casa da Cultura de Canaã dos
Carajás e Fundação Amazônica de Música.
Total aplicado por empresas da Vale: R$ 81.938.934. Fonte: Versalic. Data da pesquisa: 21.05.2020
Outros participantes frequentes
dessa seleta lista de grandes patrocinadores são o Banco do Brasil e Bradesco.
O primeiro tem diminuído bastante o número de empresas utilizadas, mas se
manteve na terceira colocação ao aplicar, no total, R$ 47 milhões. Seu foco
principal está voltado, principalmente, para projetos que possam compor a
programação de seus Centros Culturais, mas nos últimos anos tem usado a BrasilCap
para viabilizar um Teatro Musical por ano: em 2018 foi Ícaro and The Black
Stars (R$ 1 milhão; em 2019 foi Céu Estrelado – O Interior do Brasil é Musical,
com a mesma quantia.
Já o Bradesco, espreme suas subsidiárias e, em 2019, 21 delas deram sua contribuição. Usa a Ágora Corretora para Planos Anuais, como Fundação Padre Anchieta e MASP. Até Bradesco BERJ entra na conta, apoiando a Orquestra Sinfônica de São Paulo. O grupo fez uso, no ano, de R$ 38 milhões.
OUTRAS INFORMAÇÕES:
A ABCR - Associação Brasileira de
Captadores de Recursos reúne e representa os profissionais de captação,
mobilização de recursos e desenvolvimento institucional, que atuam para as
organizações da sociedade civil no Brasil. Realizamos eventos, cursos, campanhas
e uma série de outras iniciativas de fortalecimento do setor e de apoio a quem
atua por uma sociedade mais justa e democrática.
(ATENÇÃO: “A ABCR não indica
captadores de recursos e compartilha listas e contatos, não avalia projetos de
captação e não realiza captação para nossos membros ou para terceiros.
Mensagens com pedidos como esses NÃO serão respondidas.” No site da ABCR fica
clara a contradição do apoio por “uma sociedade mais justa e democrática”
quando informa que não presta nenhum tipo de orientação, ajuda, auxílio ou
informações para orientar quem deseja realizar ou elaborar projeto visando obter
recursos para viabilizar a implantação do mesmo. Então, ficam com os
especialistas em documentos oficiais esta matéria os quais prestam serviços de consultoria
especializada na área. No entanto, não é difícil de realizar as ações
necessárias economizando um dinheiro significativo se a pessoa interessada dispor
de tempo para buscar conhecimento e pesquisar o assunto.)
Dois tipos de ONGs mais criadas no Brasil:
Fundação
Dentre os tipos de ONGs, a fundação é uma das mais conhecidas e é
criada através da doação de patrimônio, seja por empresas ou pessoas físicas,
em prol de uma causa sem fins lucrativos.
Sendo assim, vale lembrar que as fundações somente estão permitidas a
defender causas religiosas, morais, culturais ou de assistência e tem como
característica gestora um Conselho Curador.
Diferentemente da fundação, a Associação é caracterizada pela união de
pessoas em vista de um único propósito que não tenha objetivos de lucro.
Este tipo de ONG é constituída através de uma Estatuto Social que dá
aos seus fundadores, dirigentes e associados a gestão que vem acompanhada por
direitos e obrigações legais.
OUTRAS INFORMAÇÕES:
A despeito da crise econômica tem bastante dinheiro sobrando para
doação no Brasil.
Mesmo assim, as organizações sociais encontram dificuldade de se manter com sustentabilidade.
Apesar de precisar de dinheiro para sobreviver, a maioria das
instituições não dispõe de uma área de captação de recursos. E, quando ela
existe, funciona de forma amadora.
É mais ou menos assim: o Joãozinho busca a doação de arroz, paga as
contas, troca a lâmpada e, quando surge uma oportunidade de conversar com uma
empresa ou um milionário para captar recursos, bota aquela camisa social bonita
e vai.
Antes de mais nada, é preciso fazer uma pesquisa sobre potenciais
doadores, respeitando critérios como a identificação com a causa que você defende,
a disponibilidade de recursos (quem não tem recursos não pode patrocinar) e os
objetivos da empresa. Assim como numa entrevista de emprego, é obrigatório
fazer a lição de casa e estudar a organização. Use e abuse da internet para
descobrir tudo sobre ela – a história, o que faz, qual o tamanho, se é nacional
ou não, como está em relação à concorrência etc. Conhecendo os interesses do
potencial doador, fica mais fácil descobrir o que o motiva e por que ele se
engajaria na sua causa.
Tenha um bom material de apresentação
Tenha relatos reais para compartilhar. Uma entidade que se limita às
estatísticas não consegue realmente demonstrar a dimensão de seu trabalho.
Existem milhares de ONGs ativas no Brasil hoje, mas a sua história é só sua.
Por que, então, eles devem contribuir com você, e não com a outra?
Por outro lado, um dos maiores motivos para muitas pessoas não doarem
é a falta de confiança nas instituições. Tome à frente e disponibilize
planilhas e textos explicativos de prestação de contas e mostre para o doador
onde o dinheiro dele está sendo – ou será – aplicado.
Isso faz total diferença para mostrar sua credibilidade.
O material de apresentação deve incluir o básico do básico: um cartão
de apresentação do captador de recursos.
Tenha orçamentos do projeto que quer realizar
Não vale chegar com o sonho dourado de construir uma sede nova, mas
sequer ter ideia de quanto isso custaria. Não vale dizer: “Doe quanto puder
dar”.
Um plano de captação de recursos deve incluir informações detalhadas
de valores.
Você precisa saber de quanto sua organização social necessita para
continuar ativa ou para realizar projetos específicos, como a tal construção da
nova sede, reforma ou a compra de um equipamento. É essencial incluir a
previsão de todas as despesas que deverão ocorrer durante um período
determinado de tempo.
Vá captar recursos antes de ficar no vermelho
Então, quando não sobrou dinheiro nem para pagar a luz, a instituição
decide que é hora de captar recursos. Pois fique sabendo: não espere conseguir
patrocínio do dia para noite. Essa é uma atividade de médio a longo prazo.
Um profissional de verdade
dessa área não faz promessas, mas garante trabalho sério, dedicação, “relatórios”.
Mesmo respeitando todos os processos, vai ouvir alguns “nãos”. Se você
precisa captar para amanhã, deveria ter começado uns seis meses atrás.
Conheça bem o setor e construa uma rede de relacionamento
Um ponto de preocupação é a falta das redes necessárias para construir
relacionamentos com os principais atores locais e potenciais apoiadores.
Portanto, trate de conhecer bem o universo no qual atua, incluindo as
iniciativas sociais com propostas semelhantes às da sua instituição.
Resumo: Este relatório de
pesquisa trata sobre patrocinadores, verbas e patrocínios visando destacar as
maiores informações de forma bem resumida no tocante a empresas e setores que
patrocinam, o que patrocinam e com quais valores patrocinam. Em tempos
delicados com o vírus COVID19 sempre existem alternativas para viabilizar
financeiramente determinadas situações mesmo com o vírus COVID19 mudando o
comportamento de todos os países do mundo com isolamento social e restrições
para quase tudo ainda assim com conhecimentos específicos em determinadas áreas
é possível gerar renda para viabilizar projetos em diversas segmentos,
especialmente na área cultural e social. Diante do exposto este é um breve
relatório.
http://www.institutobancorbras.org.br/posts/dica/336-definicoes-de-ong---os---osc---oscip
https://nossacausa.com/5-dicas-para-captar-recursos/




